Agente do Corretor — Inteligência em Saúde

As datas que um corretor de planos de saúde precisa acompanhar na carteira são cinco: o aniversário do titular, o aniversário do contrato, o mês do reajuste anual, o fim das carências e o vencimento do boleto. Cada uma delas é um momento em que o cliente volta a pensar no plano de saúde, e a diferença entre ser avisado por você com antecedência e ser surpreendido pela operadora costuma decidir para quem ele liga quando quiser trocar de plano ou incluir um dependente.

Quem vende bem tende a perder cliente de um jeito silencioso. Não há reclamação nem discussão: o cliente recebe o boleto reajustado, não entende o valor, pesquisa por conta própria, encontra outro corretor e cancela. Quando você fica sabendo, a portabilidade já foi feita. Este artigo é sobre como evitar esse tipo de perda com um hábito simples: registrar as datas certas e agir antes delas.

Por que a carteira exige mais atenção do que a captação?

A captação tem prazo curto e retorno visível. O lead chega, você responde, cota, apresenta e fecha ou não fecha em algumas semanas. A carteira funciona no sentido contrário: o contrato dura anos, os contatos são espaçados e o resultado da atenção só aparece quando o cliente decide ficar em vez de sair, o que ninguém comemora porque parece que nada aconteceu.

É por isso que a gestão da carteira depende de datas, e não de memória. No funil de vendas para plano de saúde, as etapas de vigência e carteirinha marcam o fim da venda, mas são justamente o começo do relacionamento. O que acontece depois delas é o que define se aquele cliente vai continuar sendo seu daqui a três anos.

Quais são as datas da carteira que não podem passar batido?

Aniversário do titular e dos dependentes

É a data mais fácil de registrar e a mais esquecida. Uma mensagem de parabéns não vende nada no dia, mas mantém o seu nome na cabeça do cliente como a pessoa que cuida do plano dele, e não apenas como quem vendeu uma vez. Vale registrar também os aniversários dos dependentes, porque a mudança de faixa etária de um filho ou de um cônjuge altera a mensalidade e é um motivo natural para uma conversa sobre o contrato.

O que fazer: enviar a mensagem no dia, de preferência de forma pessoal, sem texto de cartão de banco. Se o aniversário coincidir com uma mudança de faixa etária nos meses seguintes, aproveitar para avisar com antecedência que a mensalidade vai mudar e explicar o motivo.

Aniversário do contrato e data de vigência

A data em que o plano começou a valer é a referência de quase tudo o que vem depois: é a partir dela que se contam as carências e é no mês de aniversário do contrato que o reajuste anual pode ser aplicado. Um corretor de planos de saúde que registra a vigência de cada cliente já tem, na prática, metade do calendário da carteira pronto.

O que fazer: um contato entre 30 e 60 dias antes do aniversário, para revisar se o plano ainda atende à família, se houve mudança de cidade, de renda ou de composição familiar, e para preparar o cliente para o reajuste que vem no mês seguinte. Quem faz esse contato antes chega ao reajuste como a pessoa que avisou; quem não faz, chega como a pessoa que sumiu.

Mês do reajuste anual

O reajuste é a data mais sensível da carteira porque é o único momento em que o cliente é obrigado a olhar para o valor do plano de saúde. As regras variam conforme o tipo de contratação. Para os planos individuais e familiares, a ANS determina o percentual máximo de reajuste anual, e esse reajuste só pode ser aplicado na data de aniversário do contrato, depois da autorização da agência. Nos planos coletivos, empresariais ou por adesão, as regras são diferentes e mudam conforme o tamanho do contrato, o que na prática significa que o cliente de plano coletivo costuma ter menos previsibilidade e mais dúvida.

Existe ainda o reajuste por mudança de faixa etária, que a própria ANS lista como um segundo tipo de variação da mensalidade. Ele não acontece no aniversário do contrato, e sim quando o beneficiário muda de faixa, o que torna o registro da data de nascimento de cada pessoa do contrato ainda mais importante.

O que fazer: avisar antes que o boleto chegue. A mensagem não precisa conter o percentual, que muitas vezes você só conhece quando a operadora comunica. Basta dizer que o reajuste do plano será aplicado no mês tal, que isso é previsto no contrato, e que você está à disposição para revisar alternativas se o novo valor pesar. O cliente que recebe esse aviso raramente sai pesquisando outro corretor, porque o dele já respondeu a pergunta antes de ela ser feita.

Fim das carências

Poucos clientes sabem exatamente quando terminam as carências do próprio plano, e muitos deixam de usar um benefício que já está liberado. Segundo a página da ANS sobre carência, os prazos máximos são de 24 horas para urgência e emergência, 300 dias para parto a termo e 180 dias para os demais casos, e as operadoras podem exigir prazos menores. Em planos coletivos empresariais com 30 ou mais beneficiários, a mesma página informa que há isenção de carência quando o beneficiário solicita o ingresso em até 30 dias da celebração do contrato ou da vinculação à empresa.

O que fazer: registrar a data de fim de cada carência relevante para o cliente e avisar quando ela chegar. É um contato que só traz boa notícia, e que reforça a sensação de que o plano está sendo acompanhado por alguém.

Vencimento do boleto

O atraso no pagamento é a porta por onde muito cliente sai sem querer sair. Um boleto que não chegou por e-mail, um cartão que venceu ou uma troca de banco viram inadimplência, e a inadimplência pode levar à suspensão ou ao cancelamento, conforme as condições do contrato. Nada disso é culpa do corretor, mas o corretor é quem paga, porque perde o cliente e a comissão.

O que fazer: saber o dia de vencimento de cada contrato e, nos primeiros meses, confirmar que o boleto chegou e foi pago. Depois disso, um lembrete antes do vencimento apenas para os clientes com histórico de atraso já resolve a maior parte dos casos.

Como registrar essas datas sem depender da memória?

A regra é uma só: toda data da carteira precisa estar na ficha do cliente, e não na cabeça de quem vendeu. Isso vale para o corretor autônomo, que hoje lembra de tudo e daqui a dois anos não vai lembrar, e vale mais ainda para a pequena corretora, em que o cliente foi vendido por uma pessoa e é atendido por outra.

Uma ficha mínima para cada contrato contém:

Com esses campos preenchidos, o calendário da carteira deixa de ser um esforço e passa a ser uma consulta. É a mesma lógica que separa, no post sobre inteligência artificial na rotina do corretor de plano de saúde, o trabalho que exige o corretor do trabalho que só exige constância: lembrar de uma data é do segundo tipo, e o segundo tipo pode ser entregue a um sistema.

Como mensagens agendadas e tarefas ajudam nessa rotina?

Registrar a data resolve metade do problema. A outra metade é agir no dia certo, e é aí que dois recursos simples fazem diferença.

A tarefa com prazo serve para o que exige a sua atenção: a revisão antes do aniversário do contrato, a conversa sobre a mudança de faixa etária, a confirmação de pagamento do cliente que costuma atrasar. Ela aparece na sua lista no dia, com o nome do cliente e o motivo, e some quando você a conclui. O que não vira tarefa vira intenção, e intenção não sobrevive a uma semana cheia.

A mensagem agendada serve para o que não exige a sua atenção no momento: o aviso de reajuste escrito com calma um mês antes, a boa notícia do fim da carência, o lembrete de vencimento. Você escreve quando tem tempo e a mensagem sai quando precisa sair. O aniversário do titular é o caso mais óbvio, e o mais fácil de deixar automático.

No Agente do Corretor, a ficha do cliente e as tarefas de follow-up fazem parte do CRM. As mensagens agendadas e a mensagem automática de aniversário são recursos do plano Agente do Corretor, que reúne o CRM e o assistente que atende no WhatsApp. Em qualquer um dos dois casos, o ponto de partida é o mesmo: a carteira inteira cadastrada com as datas certas.

Por onde começar esta semana?

  1. Separe os contratos que fazem aniversário nos próximos 60 dias e confirme, para cada um, a data de vigência e o mês de reajuste.
  2. Preencha a ficha desses clientes primeiro. O restante da carteira pode entrar aos poucos.
  3. Crie uma tarefa de revisão para cada contrato desse grupo, com prazo de 30 dias antes do aniversário.
  4. Escreva um único modelo de aviso de reajuste, em tom pessoal, e agende para os clientes cujo reajuste está próximo.
  5. Cadastre os aniversários dos titulares. É o hábito mais barato da lista e o que mais gera retorno de conversa.

Nenhum desses passos depende de vender mais. Eles dependem de olhar para quem já comprou com a mesma atenção que você dá a quem ainda está decidindo. É isso que separa um corretor de planos de saúde que tem clientes de um que tem carteira.

O Agente do Corretor é um CRM feito para corretores de planos de saúde, com ficha de cliente, funil por etapas e tarefas de follow-up. Conheça o CRM do Agente do Corretor.